Futebol
Juan Pablo Sorín além da bola
Data: 16/06/2010
Fonte: sorin.com
Na emocionada carta que enviou à torcida cruzeirense em 2002, depois de deixar Belo Horizonte rumo à capital italiana, para vestir a camisa do Lazio, Juán Pablo Sorín escreveu: ''Estou partindo e pensando se algum outro dia serei tão feliz!'' Fosse qualquer um, tal despedida poderia ser acusada de populista. Oito anos passados, com temporadas na Espanha, França e Alemanha, Sorín, agora aposentado dos campos, está concretizando o desejo implícito na carta.
De seus quase 34 anos, Sorín vive há 15 fora da Argentina. Belo Horizonte, tal qual a Buenos Aires, onde nasceu, é, para ele, também a sua cidade. ''Amo Buenos Aires, pois lá tem tudo e é onde está a minha família. Mas Belo Horizonte é o lugar da afeição. No início, não pensava em morar aqui. Mas passamos por várias coisas na cidade e nossa vida social passou a ser aqui mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Decidimos ficar por coração mesmo.'' Não há como duvidar de tal sinceridade, ainda mais levando-se em consideração que no final deste mês, Elisabetta, primogênita de Sorín e Sol Cáceres, completa um ano em BH, mesma cidade que o casal escolheu para o nascimento de sua filha. Até o início do ano, os dias de Sorín foram tranquilos.
Depois do turbilhão passado em novembro, com a despedida consagradora do futebol e de seus 60 mil torcedores no Mineirão, curtiu merecidas férias com a família. Agora está dando os primeiros passos para o futuro. No final de fevereiro foi embaixador esportivo de jogo promovido pela Cruz Vermelha da Argentina em benefício do Haiti em que atletas latino-americanos se reuniram numa partida contra a Seleção Haitiana em Puerto Ordaz, Venezuela.
A partir deste mês Sorín começa a viajar pelo mundo fazendo palestras em que conta sua história, dentro e fora do futebol. Estuda ainda convites que recebeu, de TVs e jornais, para atuar como comentarista na Copa. E aguarda uma conversa com o Cruzeiro para um futuro projeto. ''Gostaria muito de levar o Cruzeiro para o mundo no aspecto social.''
Depois da despedida em campo, Sorín só retornou ao Mineirão no primeiro clássico do ano, entre Cruzeiro e Atlético. Foi justamente na manhã daquele sábado que a sessão de fotos e a entrevista para este perfil foram realizadas. Antes do jogo, comentou que estava pensando em ir. ''Falei que no Brasil só jogaria pelo Cruzeiro e ele acabou virando meu time aqui. Então, quando vou, sofro como qualquer torcedor.'' Após o placar de 3 a 1 para o time azul e branco, Sorín disse que sempre tem incríveis lembranças cada vez que vai ao estádio pelo que viveu como jogador.
E avisa: a aposentadoria não é do futebol, e sim do jogador. ''Sou um cara muito obcecado por futebol. Adoro ir ao estádio, analisar. E nunca fecho as portas. Espero voltar a trabalhar dentro de um esquema técnico de jogo.'' Mas isso somente daqui a algum tempo. O agora é viver em Belo Horizonte, curtindo os primeiros anos de Elisabetta. ''Não gosto de fazer nada pela metade'', conclui Sorín.
Comentários:
Nome: milton levi da cruz
Data do envio: 2010-07-04 13:03:02
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vc e um cara muito special para vi vc joga muito.hoje tenho um filho em o menagem a vc com o nome de juan levi machado eu gostaria muito de te conhecer ? um grande abraço amigo ass..milton valeu
Nome: Marcel Cheim
Data do envio: 2010-08-18 20:59:27
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Sorin, não sei se deveria me dirigir a você por aqui, mas queria dizer a você que nos meus 22 anos de vida e de Cruzeirense, NUNCA vi um jogador com a garra e com o amor à camisa como o que você tinha!Os títulos que vi o Cruzeiro ganhar na sua passagem pelo clube são os mais emocionantes, comparáveis até ao time de 2003, que ganhou tudo, e mesmo esse time, seria ainda mais brilhante com as arrancadas e a marcação do grande "Juampi" pela esquerda (sem desmerecer Leandro). Sempre me identifiquei muito com você, principalmente quando joguei na escolinha do Cruzeiro na minha cidade, tinha cabelos compridos e advinha qual era meu apelido entre os colegas de time? Maior coincidência ainda se deu em 28/07/09, era meu aniversário!! Dia de felicidade, quando derrepente... Ouço a notícia. Meu maior Ídolo se aposentando. Fiquei estagnado por alguns segundos até cair a ficha mas infelizmente percebi que era verdade. Gostaria de ter ido ao mineirão, já que infelizmente, nunca tive a oportunidade de vê-lo pessoalmente, em campo. Nunca tive condições de ir ao mineirão para ver meu maior ídolo jogar. Mas hoje sei que, de alguma maneira você ainda continua ligado ao nosso Cruzeiro. Espero vê-lo em algum cargo da diretoria ou, quem sabe até, Técnico do nosso time. Para finalizar Sorin, gostaria muito de receber uma camisa 6 do Cruzeiro com seu nome, ou uma 3 da Argentina, também com nome. Mesmo que não seja possível que você me doe, gostaria de saber pelo menos como faço pra comprar uma, ou as duas. Posso dizer sinceramente que SEMPRE quiz elas e gostaria de saber como posso conseguí-las.
Sorin, um grande abraço de um fã incondicional que te admira em todos os aspectos!! Um grande abraço, fique com Deus...
Att. Marcel Cheim